sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Preservar os heterossexuais é tão importante quanto preservar as árvores


Um dia desses fiquei chocada ao encontrar esta declaração do papa entre as manchetes do Estadão. Tive certeza de que o pontífice tinha batido pino de vez.
Mas curiosa que sou, dei um clique na notícia para ver quais argumentos ele usava para tão estúpida declaração.
E foi ai que eu percebi que Ratzinger tem toda a razão.
Sempre me considerei um S maiúsculo do movimento GLS (não me confundam, para quem não sabe o S é de simpatizante). Tenho um milhão de amigos gays, freqüento várias rodas e até troco confidências e dou conselhos.
Mas tamanha convivência desenvolveu em mim um certo radar que por um lado me ajudou a perceber porquê os caras que me atraem - lindos, sarados, descolados, cheirosos, simpaticos, educados, inteligentes - não me dão a menor bola, e por outro lado me causou um certo pânico de perceber a quantidade de gays que existe no mundo.
Tudo bem que mulher é um bicho complicado, que a gente inventou de queimar soutiens, inverteu os os papéis e fez a maior confusão na ordem inicial das coisas.
Mas e dai???? Se todos os homens do planeta virarem gays, o que será do futuro da humanidade?? Quem procriará e dará continuidade à raça humana?
Cada homem perdido é como uma árvore cortada. É um caminho sem volta. Não é homofobia, é uma questão ecológica!! Sua Santidade tem razão:
Precisamos preservar os heterossexuais!

Viajar é sentir!


Viajar é se desprender de seus bens e se jogar em busca de sensações. Um belo dia você deixa seu confortável apartamento, seu carro na garagem, seu computador, e até seu inseparável telefone celular e sai pelo mundo. E tudo o que você procura são apenas sensações. Novas sensações, por mais que você esteja indo pela milésima vez para o mesmo lugar.

Foi justamente o que eu fiz neste meu último mês de férias. Mas até então eu não tinha percebido que era isto o que procurava.

Eu estava indo viajar, e de alguma maneira queria registrar além das fotos e filmes, o que eu estava vivendo naqueles dias.

Minha primeira idéia era escrever textos falando das peculiaridades de cada lugar, filosofar sobre arquitetura, cultura, comportamento, diferenças, etc......

Mas ai percebi que o que eu queria passar enquanto pensava nos textos, era apenas o que eu tinha sentido; sensações que iriam fazer com que aqueles dias ficassem guardados para sempre em algum momento de minha história.

Passaram-se 24 dias e eu ainda não tinha escrito uma linha. Eram tantas paisagens, tantas situações, tanta história e eu queria aproveitar tanto, que simplesmente não havia tido tempo. No último vôo, para a última cidade, enquanto ainda estava vivendo tudo aquilo, aproveitei para listá-las para depois publicar aqui:


Por exemplo, um coisa que nunca vou esquecer, é sair do trem pela primeira vez em Paris, em Saint Germain olhar para todos os lados, e ter vontade de sair dançando pela rua

Ou o vento que senti na cara, pedalando na beira do Rio Sena em direção à Torre Eiffel; o elevador subindo para o topo da torre, milhões de vozes em milhares de linguas.

A diferença de tudo isso para o modernérrimo e lindo metrô de Londres, sensação totalmente diferente.

Sensação boa também foi achar Londres grande demais e perceber que estava certa, ao pegar o ônibus de turismo, que em uma hora e meia passa e descreve 1.276,965 atrações. Você não entra em quase nada, mas pelo menos sabe que passou pela frente de tudo. Morrer de vontade de visitar o Parlamento, e ao invés disto conhecer o Cemitério de Londres.

Entrar na Sagrada Família e perceber a grandiosidade de tudo aquilo, o detalhamento do projeto, a história, o respeito ao trabalho de Gaudi, ficar emocionada vendo aquelas centenas de trabalhadores continuarem a construção seguindo à risca um projeto tão antigo. Subir a Sagrada Família e perceber que Gaudi fez uma obra para ser apreciada de perto apesar de sua altura. Ver as torres cheias de espaços abertos, para que o espectador possa perceber todo o espetáculo da obra.

Ficar impressionada com a genialidade e expressão do Parque Guell, da Pedreira, da casa batlon. Resumir tudo isso dizendo: Barcelona é Gaudi. Gaudi e toda a hospitalidade da pensão Malucelli. Gracias chiccas!

Ver a Fontana di Trevi no fim da tarde, céu azul Royal. Ter vontade de mergulhar nela. Perceber que todo mundo quer um dia voltar a Roma e vai até lá jogar a sua moedinha. Jogar a minha moedinha também.

Ser vip ao ponto de entrar pelos fundos do Vaticano. Perceber os mosaicos da basílica de San Pietro. Subir na cúpula e andar pelo lado de fora (eu não sabia que podia). Sair de moto pelo centro de Roma. Visitar uma igreja feita de ossos humanos em plena Via Vêneto.

Ter o vôo cancelado e voar de Roma a Athenas tomando champagne na primeira classe.

Ver como é azul o mar da Grécia. Visitar a Acrópole.

Chegar em Mykonos e se perder no labirinto de casinhas brancas. Ir parar em uma festa de família grega e ser muito bem recebida, apesar de ser a única não-grega.

Passar a noite no banco do aeroporto em Milão e conseguir dormir e até sonhar.

Ver Amsterdam do avião e ter vontade de pular pela janela.

Se hospedar no Hans brinker e ter vontade de mudar de idéia. Descobrir que o Hans brinker é bem melhor do que parecia.

Peladar Amsterdam de ponta a ponta enquanto passavam todas as estações do ano. Dormir 12 horas e ainda acordar às 7h da manhã.

Acordar zero bala e sair pedalando na chuva, num frio miserável com os dedos congelados só porque era o último dia e seria, a última sensação da viagem.

Acidentalmente “eco-friendly”!


Há anos sigo as campanhas da Kessels Kramer, uma das mais incríveis agências de comunicação do mundo, que com simples ações faz com que seus clientes ganhem visibilidade mundial e encantem consumidores.
Um dos exemplos mais legais é o Hans brinker budget hotel. No coração de Amsterdam, o hotel oferece tudo o que um viajante precisa: Camas!
Um campanha partindo da honestidade e até exagerando um pouco fez com o hotel se tornasse um ícone da cidade. E ainda, num lance de pura sorte embarcou na onda ecológica e se gaba de ser ecológicamente correto desde 1970, muito antes de qualquer um pensar nisso.
“Accidenttly eco-friendly” é o tema da campanha, que conta que os elevadores vivem estragados, os apiradors de pó raramente são ligados, o chuveiro dispensa menos água de o normal, o ar-condicionado é substituído por janelas – que abrem e fecham -, e que lá você não vai encontrar tvs de plasma, frigobars ou hidromassagens. Os objetos perdidos no hotel são customizados, como meias que se tornam cachecóis e moedas que se tornam colares e são vendidos como souvenirs, por poucos euros.
Estes tempos fui a Amsterdam e resolvi fazer o test drive. Já na recepção – com paredes pixadas, um balcão de madeira todo rabiscado e sem computador um atendente cheio de dreads me recebeu e eu fiz o check in. Me mostrou onde estacionar minha bike, em meio a outras quinhentas – sem exageros.
Nos elevadores, muita pichação, cartazes e um milhão de adolescentes de toda parte da Europa. Nos quartos, 3 beliches e alguns lockers que não trancam as portas. E lençóis impecavelmente limpos. É tudo o que vc precisa para dormir bem.
Junto ao meu enxoval, uma toalha de rosto. Achei que havia algum engano e desci na recepção reclamar a minha toalha “de banho”, quando fui informada pelo simpático e chapado holandês de 18 anos, que aquele pedacinho de pano era minha toalha de banho. Subi, tomei banho, dei três pulinhos para tirar o excesso de água, deitei no meu beliche de lençóis limpinhos antes dos meus companheiros de quarto adolescentes voltarem da balada e dormi o sonho dos Deuses. Tudo isso por 22 euros.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

My coolhunting discovery