sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

O Novo Acordo Ortográfico


No começo de janeiro recebemos no Positivo o Guia Ortográfico da Língua Portuguesa, que nada mais é do que as orientações sobre o novo acordo. Ele explica quais as mudanças que vão acontecer e mostra que não são poucas. Eu tentei fazer um compilado, para entender pelo menos na minha cabeça qual é a lógica das mudanças. Mas não gostei. Ok, eu sei que é a “tendência” da língua simplificar cada vez mais. Entendo que seria démodé se escrevêssemos até hoje Pharmácia com PH. Mas convenhamos, estava tão bom do jeito que estava.
Mas se quisermos continuar escrevendo direito, teremos que aprender custe o que custar.
E enquanto não sai o VOLP, ainda vamos ter um milhão de dúvidas.
Por exemplo, o hífen:
Será mantido nas palavras compostas:
Guarda-noturno, conta-gotas, sul-africano.
Perfeitamente. Porém, deve cair em palavras compostas das quais se perdeu a noção de composição. E como é que a gente vai saber? Tem gente que não tem noção de nada. E tem gente que se acha cheio de noção. E para você, manda-chuva é composto ou perdeu a noção? Ninguém sabe. Meu acordo acha que é junto.
A crase, que é chata que dói não caiu. Continua ai confundindo até gente que escreve bem.
E algumas letras estrangeiras, como o K, o Y e o W entraram no alfabeto. Isso é que é globalização! Mas pior que letra entrando, é letra saindo. Pense que recepção deve virar receção. Nessa época de crise, dá até medo. E na mesma linha, aspecto vira aspeto, corrupto vira corruto, e aritmética vira arimética. Mas por enquanto, estas ainda permitem a dupla grafia.
O chapeuzinho, em alguns casos caiu. Caiu e eu é que não vou juntar. As paroxítonas que terminam com o hiato – oo não são mais acentuadas. Os passageiros do novo voo 4632 que se cuidem. E também não se usa mais o chapéu no – ee da terceira pessoa nos verbos crer, dar, ler, ver e seus derivados. Estranho, né? Bem agora que estava no auge da moda.

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